sexta-feira, 7 de maio de 2010

"Eu quero fazer, (De novo e de novo e de novo e de novo e de novo...)"

Você bebe com que frequência?
Eu bebo quando estou com os amigos, não bebo só, não. Com San [sua mulher, a fotógrafa Sandra Delgado], eu gosto de beber vinho.




Tava lendo a Revista Trip edição
#187, as “Páginas Negras”, parte destinada a entrevistas especiais, e a da vez foi com o Wagner Moura. Ele conversou sobre tudo que fora questionado, principalmente sobre as gravações do então pra lá de esperado “Tropa de Elite 2”. Como sempre, muito discreto sobre sua vida pessoal (coisa da qual comungo), indagaram-no sobre bebida e associações da mesma ao mundo das drogas. Ele de pronto afirmou que bebe apenas socialmente, principalmente se a companhia for a sua esposa e um bom vinho... Ao ler isso twittei algo mais ou menos assim: “Querer uma mulher que seja minha amiga e ao mesmo tempo parceira em todos os aspectos, e que beba vinho tinto seco comigo num fim de tarde depois de tanto estresse (ou pelo simples prazer da companhia e bebida), seria pedir demais?”.

Antes que pensem que eu só falo em álcool, a realidade não seria bem essa. Apenas gosto do que é bom e sem exageros! No caso de ser algo etílico ou destilado, prefiro que seja com alguma companhia, luzes baixas e amareladas, musica boa como trilha e longos descompromissados bate-papos. E porque não poderia ser possível com alguém especial e totalmente relevante? Sim poderia... Enfim, não é sobre o álcool ou ele como pretexto, na verdade é o todo que circunda o álcool, que dentro deste contexto me anima e excita. Entenderam?

Certa vez disse que as pessoas querem o que é novo, fora do convencional, mas quando possuem esse algo “novo” se sentem logo constrangidas ou invadidas. Como no trecho da banda Medulla, da música “O Novo”, esse tal "novo" pode “te amedontrar, te atropelar, te desgovernar; Te desafiar, mas desafinar na hora”.

Todo e qualquer ser humano tende a se constranger por algo que fuja da sua rotina, mesmo que essa tal situação seja almejada por ele. Sem propagandas próprias e falsa modéstia, eu estou longe do convencionalismo. Sou um monte de merda ao mesmo tempo, mas gosto de privar por um pouco de ternura nos pequenos atos. E parece até muito cabível fazer involuntários testes de resistência com quaisquer pessoas que se aproximem de mim. Costumo mostrar o pior do que sou e se mesmo assim tais pessoas ainda ficarem por perto, poderão finalmente desfrutar do meu melhor como prêmio. Se isso não for um pouco de egocentrismo, individualismo e excentricidade, não sei mais bem o que poderia ser.



Realmente confesso que invejei o Wagner ao ler a sua resposta, ainda mais por ele fazer isso com alguém que diz gostar muito, e hipoteticamente falando, escolheu passar o resto da vida. Não tem coisa mais agradável do que ser respeitado e respeitar por aquilo que se é e assim por diante para com a pessoa que se tem como amada. Que dirá dividir esses pequenos momentos de ternura, quase como a vida sendo desenhada e colorida numa tela viva constantemente. Chega a ser aconchegante, quente, como veludo, suave e totalmente sensorial.

Talvez falte entrega, uma entrega racional e ao mesmo tempo sincera de que ali exista reciprocidade e fidelidade. Mas, isso implicaria em outros vários sub-pontos onde tudo se generaliza em duas únicas expressões no meu ponto de vista: senso de maturidade e liberdade. Essa ultima acredito que vá bem mais além de ser livre para fazer o que achar de direito. Ela se encaixa mais no sentido de dar e ter liberdade para ir e vir consigo mesmo e com outra pessoa.

Liberdade acaba por gerar confiança e confiança gera tranquilidade no espírito. Até porque não somos mais crianças, e eu mesmo detesto servir de pai para alguém. Tampouco fiscalizo ou inspeciono horário, onde foi com quem foi e porque foi... Para quê esse Lead da vida alheia? Se não me quero sentir invadido na minha própria individualidade, logo, não o faço com quem quer que seja. Cada um sabe de si e a liberdade gera responsabilidade consigo mesmo, que automaticamente transmuta para aqueles que estão ao derredor.

É claro que certas preocupações e cuidados são muito bem-vindos, mimos e tudo mais. Mas, pra se chegar até lá, são longos caminhos. Talvez pela falta desses detalhes já citados, e outros que não precisam ser tocados, que os relacionamentos estão se transformando em vedadeiras lendas urbanas... E os que ainda persistem, são tão sem nexo que é preferível não ter compromisso afetivo com alguém.

Talvez essa seja a postura que mais mostra e testifica que exista ali algum sentimento relevante e sincero. Para mim aquela simples e curta frase do Wagner sintetizou toda simplicidade de vida e projetos que tenho guardadinho aqui em secreto. Senti como se fosse uma pontinha de calor lá no fundo do heart. Parece tosco (e na verdade é), é como se houvesse realmente algum motivo para possuir essas particularidades conjugais.



Mas sinceramente, intensidades e excentricidades (e tudo que “dades” que tiver por aí) a parte, a letra de “Make It Wit Chu” da Queens Of The Stone Age fala por mim e por todo o texto. Enjoy.

Paz em Cristo para todos, e, obrigado pela leitura. Voltem Sempre!

3 comentários:

Juliana disse...

Meu primo é talentoso...vem de família! rsrsrs

Mara disse...

Gostei, acho que essa visão romântica habita em todos nós, até os mais individualista querem dividir uma taça de vinho com alguém.
Quanto ao lance da bebida, fiz um trabalho sobre isso, é o que na análise do comportamento chamamos de comportamento adjuntivo, aquele que é emitido por reforçadores que estão adjuntos ao comportamento de beber e não necessariamente ou somente pela bebida em si. =)

ElizaBahro disse...

Bons momentos são para serem degustados, lentamente, salivando cada gole,tirando todo o sabor possível ... acho que essas são as lembranças mais bem guardadas. E quando inconscientemente se divide isso com alguém, por mais q seja simples, é a maior prova de q se está com a pessoa certa!