segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Sossegai

Eu estava pensando no que uma determinada pessoa muito próxima um dia me disse: “Só os fracos desistem!”. Não sei bem ao certo o que ainda escrever, talvez realmente não saiba porque escrevo e qual o sentido nisso, para alguns é a simples vontade de colocar palavras em uma folha e papel em branco afim de que seguindo uma determinada ordem elas possam assim fazer sentido!

“Só os fracos desistem”, pois então eu sou um fraco, não no sentido de desistir de algo que estava fazendo, mas de algo que pensava em fazer, todos nós somos fracos na verdade, porque possuímos uma coisa chamada discernimento e antes mesmo que façamos algo, a consciência nos acusa um futuro erro, então desistimos, logo, eu sou fraco, você é fraco, todos nós somos fracos!

Não necessariamente que eu seja um fraco, mas assim como eu não sei porque escrevo eu também não sei porque desisto. Acredito que tudo tem um sentido, mesmo aquilo que detestamos e abolimos, tudo nos edifica e nos ajuda a crescer expandir os horizontes da mente e admoestar-mos. Na verdade não existe muito sentido nessa frase, é o mesmo que classificar pecado por nível, pecado é pecado e pronto! Somos “fracos” e “derrotados” de natureza, mas algo nos inculca a continuar tentando, porque, nem eu nem você sabemos, apenas tentamos, numa esperança, mesmo que negada, de alcançar algo, esse algo também desconhecido ou camuflado.

Uma vez notei a poesia que um determinado hino do Cantor Cristão possui, o hino é “Sossegai”, número 328 para quem quiser lê-lo, diz assim o primeiro verso:

“Ò Mestre! O mar se revolta,
As ondas nos dão pavor;
O céu se veste de trevas,
Não temos um Salvador!
Não se te dá que morramos?
Se a cada momento nos vemos ,
Sim, prestes a submergir?”

“Não se te dá que morramos?”, isso é uma clara expressão de medo e dúvida, de angústia, de fraqueza, não deixa de ser uma “desistência”. No entanto, para complicar mais a minha cabeça e a de quem estiver lendo isso aqui, a desistência e a fraqueza não existem se caso eu ou você ignorarmo-as. Mas como e porque as ignoramos? Simples, inculcamos em nossa mente de que não existe um Deus, mas existe um Deus, dizemos a nós mesmos que nós somos senhores de nossas próprias atitudes, de nossas próprias escolhas, fazendo valer a filosofia positivista e antropocêntrica, uma forma de desligamento total da matéria e uma forma de se voltar para si mesmo, para uma real natureza, pura e imaculada onde pode ser criada e recriada de acordo com o nosso desejo! Mas aí chego a um ponto mais conflitante ainda nessa minha análise sem pé e sem cabeça, somos humanos, originalmente falhos, torpes, mentirosos. Nós não criamos nada, somos treinados para criar, quem cria é quem nos treina, mas quem nos treina? Essa resposta cabe a quem quiser responder, pois ela é subjetiva e relativa!

“As ondas atendem ao meu mandar:
Sossegai!
Seja o encapelado mar,
A ira dos homens, o gênio do mal,
Tais ondas não podem a nau tragar,
Que leva o Senhor, Rei do céu e mar,
Pois todos ouvem ao meu mandar
Sossegai! Sossegai!
Convosco estou para vos salvar;
Sim! Sossegai!”
(Estribilho).

3 comentários:

Fernando disse...

Realmente, chega uma hora na vida que todo mundo vai saber se é ou se finge ser. O jeito é sossegar =P

Rebeca disse...

oi!
Fico feliz que tenha gostado do meu blog! Seja sempre muito bem-vindo =)

E quanto ao texto:
sossegar, entregar todas as ansiedades, duvidas e etc na mão de Deus é realmente o melhor a fazer...e o "desistir" é muito relativo, na minha opinião. Existem casos e casos neh?! hehehe

Nayanna disse...

agora ja sei a letra do hino ^^