terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Passageiro E.T.

Eu sou um passageiro
Observando os outros seres terrenos
Em todo o meu modo E.T.
Digo que estou distante de firmar moradia
Distante de me aprisionar aqui
Porque não sou daqui e nem pretendo ser.

Leio versos de um livro
Que ultrapassa os séculos
E mesmo assim ainda me indigna
Leio coisas como João 6:68
Romanos 12:2
I Coríntios 14:5
E muitas outras, ainda assim me perturbam.

O que você tem feito ou vivido
Para romper esta bolha material do tempo?
Da matéria? De você mesmo?
Quem é você? Suas prioridades?
O que ou quem você ama?
Eu te amo, cada poro do meu simulacro ser exprime isso.

Sou passageiro deste século louco
E quero mesmo ainda ser passageiro
Penso que às vezes também sou um louco
Como se estivesse em comerciais
Num show cujo espetáculo principal sou eu
Em todo o meu modo E.T. de ser.

Todo o meu ser se contorce neste corpo material
Toda a minha essência não consegue ficar quieta
Daí talvez eu sentir tudo ao mesmo tempo
São as marcas que me marcam
São os cravos que trago no corpo
Corpo espiritual que me tornam inconstante
E repito: Quem é você? Quais as suas prioridades, os teus desejos?
O que ou quem você ama?
Eu te amo, cada poro do meu simulacro ser exprime isso.

Porque o meu padrão infelizmente não demonstra o que todos querem
Sou um E.T. que não se restringe ao tempo e nem fixa moradia.

2 comentários:

Zek disse...

Sabe que não é de todo ruim ser um ET, olhar para esse mundo e dele não pertencer, ruim mesmo é não saber ... Olhar para um futuro e nada ver, ou para o lado e nada ter!! ... ou menos ainda.. nada ser !!

PS: caí de para-quedas por aqui e achei bem bacana teu post!

Mary West disse...

E eu que tou soh de férias aki? \o/