sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Parabólicas

A minha intenção é-me re-editar a cada 10 segundos. Com uma antena na cabeça, eu capto o mundo ao meu redor, o mudo exterior. Com um radar capto o mundo interior, o mundo desconfiado, o mundo descrente. Propagando uma mensagem a uma realidade insana, porém bela, que para o mundo é loucura. Pois loucura é o que somente com o espírito se compreende.


Compreender a vida é simples, estar vivo é mais simples do que o ar no entrar e sair dos pulmões. Entender a mensagem é mais do que mera crença, é viver o inesperado-esperado, é se maravilhar com uma formiga fazendo seu árduo trabalho e perceber como uma força sustenta aquilo. Toda aquela ordem chamada instinto.


A minha intenção é me maravilhar com o brilho dos teus olhos, com a mordida dos teus lábios, com o palpitar do teu coração rente ao meu. Estar vivo é ao mesmo tempo em que livre, é estar inserido numa bolha, e aos poucos, descobrir buracos nessa bolha, futucar com o dedo para depois sair por um buraco maior.


O plano é ser maior. O plano é entender a natureza divina por trás de cada gesto, de cada sorriso teu, de cada presente que a tua presença convenciona. A re-edição que o meu eu se permite fazer a cada 10 segundos, como uma antena parabólica captando os sinais da alma. Os sinais do espaço, do meio cósmico que se comunica comigo e contigo.


Entender o que eu digo é tão simples, apenas se permita viver, apenas se permita sentir, estar ciente da razão, do amor, da Verdade que nos circunda, que está fora do tempo, que sabe o meu começo e o meu fim. Algo que não tem nem começo nem fim, que não cogita na nossa mente ser compreendido em sua totalidade enquanto essência. Enquanto vida!


É uma força dúbia brigando aqui, faz muito sentido se você ler nas entrelinhas, o bendito “Eu amo você!”. Amar é mais que um simples viver, ou um simples sentir é um ideal sentimental-racional que se pretende alcançar na perspectiva somente minha e de mais ninguém. Assim como no seu caso, somente sua e de mais ninguém. Permitir-se expandir os horizontes que o ser humano está fadado é ser mais que um simples ser. É finalmente transcender a lógica de estar vivo, da re-edição que faço a cada 10 segundos, com a minha parabólica pregada no alto da cabeça, com o meu amor rente ao teu que espero e entrego a Deus por toda a eternidade. Como dois velhinhos doidos e varridos, assim me vejo com você.


Viaje comigo também, não tenho carro, nem dinheiro nem conforto, mas prometo ser o maior orgulho da tua vida depois dos filhos que eu te der!


O que mais a ciência pode inventar? Apenas meios de me transformar num poço de sequidão e você em algo mais árido que um solo vazio de gotas d’água.

8 comentários:

Nadezhda disse...

Dos que li aqui, foi o que amis gostei ;)

Lua disse...

Amar é auto-destrutivo e é por isso que é bom. Você se acaba bem, você se acaba novo. Renasce das cinzas. É o milagre.

Bgsmil *:

Lua disse...

Tem selinho pra você lá no meu blog!
Bgs

Mara disse...

Lindo o texto, e de uma forma geral pra tudo na vida, sejamos parabólicas.

† nane-chan † disse...

Mais um texto fantástico que nos faz pensar na vida e no amor...
*o*

Fernando disse...

Marcuxo, te indiquei para o selo "Olha que blog maneiro"

Mary West disse...

Sinceramente um puta texto. Adorey mesmo, vc soube expressar de forma contudente toda a beleza e angustia de ter um coração.

Juliane Oliveira disse...

Viaje comigo também, não tenho carro, nem dinheiro nem conforto, mas prometo ser o maior orgulho da tua vida depois dos filhos que eu te der!

~~
se for de mochilão eu topo..
Abraços

juh