domingo, 18 de janeiro de 2009

Ser

Eu não sei escrever
apenas uno uma ou duas palavras
para quem sabe, veja bem, "quem sabe"
elas fazerem sentido.

Eu não amo
apenas uno o útil ao agradável
ah o amor... Pra quê?

Eu não creio em muita coisa
a maioria é perda de tempo
outras, só a morte me traria resposta.

Eu não vivo
apenas fui inserido na bolha material do tempo
da qual um dia irei sair.

Eu não sou
ninguém é alguma coisa
o livre arbítrio é que nos incomoda a ser.

Eu não sei nada
pelo simples fato de não existir
sou apenas um sopro corriqueiro de vida
de algo eterno.

4 comentários:

Mara disse...

poesia bem existencial ou inexistencial (se é que isso existe). Gostei.
=)
depois me mostra as músicas do cara la q tu disse no comentario.. nao conheço.
=*

Secoelho disse...

Hum... belas reflexões, senhor.
Se você se chama Marcos, muito provavelmente eu te conheço!
Se você se chama Marcos, curte Korn e faz jornalismo: "iai cara? Como é que anda?"

Nadezhda disse...

Ultimamente tenho sentido o contrário.

(Eu leio todos os comentários, não apssa despercebido).

;)

Mary West disse...

E somos todos assim.