sábado, 14 de fevereiro de 2009

Déjà Vu

Ao som de "Fome de Tudo" da Nação Zumbi




Por vezes ele vira um mundo que fizesse os poros respirar. Que fizesse a cabeça ir mais além que as a outras, que fizesse as veias guiar um sangue mais rubro e grosso que o comum.

Por vezes esperou um alento, mesmo que pelo vento, como resposta numa dessas investidas em ir à praia e lá ficar por todo o dia. Sozinho. Pensando. Lendo. Escrevendo. Algo o torna dependente do conhecimento que exala prazer nele próprio.

Por vezes pediu a Deus que tirasse dele o que deu como dom, ele incrédulo ou imaturo, não entendia bem o porquê daquilo. O porquê de sempre estar tão sozinho, o porquê de a parede ser a melhor amiga e o teto o melhor confidente. Sempre olhando para ele com as luzes do quarto apagadas. Tudo num grande breu fazendo o céu negro parecer tão claro quanto o dia.

Por vezes sorriu de si mesmo por ser sonhador demais, crente demais no porvir que aprouver. Hoje apenas dá graças por ser o que tem que ser. Muito ainda há de ser descoberto, vivido. Não encerrou o livro da vida. Isso tudo é uma retrospectiva. Ou seja, já viveu já morreu tudo é um grande Déjà Vu.

Por vezes pensou em perder o controle sobre si e o que sentir. E mais uma vez o bom Deus e sua suave mão colocam-no pra dormir, em stress de tanto sentir.

5 comentários:

Mara disse...

Tudo é um grande Déjà Vu, mas nada nunca se repete de forma igual.. sempre algum aspecto, algum ângulo, alguma perspectiva, alguma temporalidade torna tudo que parece tão igual algo realmente diferente.. por isso ainda há muito a ser vivido mesmo que pareça uma repetiçao.

Mary West disse...

Achu que devemos aproveitar estes momentos tb. Assim como todos os outros que sejam assim, atemporais.

† nane-chan † disse...

Mais uma vez me deixou sem palavras...
@.@

C. Camargo disse...

belo texto amigo..cheguei ao seu blog através do EntrelinhaZ...

quando pudar dá uma passadinha no meu humilde espaço...

http://hrbher.blogspot.com

Chirifulfly disse...

Otimo ponto de vista.

Acredito que cada um deva aceitar a própria vida e a partir disto modifica-la aoseu bel prazer.