quarta-feira, 19 de maio de 2010

Porque é “Tudo novo de novo”

Ao som de “Eu & Você” da Transmissor

Qual a necessidade de ficar só? Tava pensando isso quando fui surpreendido com um bom bate-papo com uma conhecida onde a indagação era a mesma. Logo depois eu vejo minha irmã se entregando aos prantos porque o namoro de 8 anos chegara ao fim. Rapaz, só sei te dizer uma coisa: a vida é uma piada, tipo aquelas de muito mal gosto que meninos serelepes contam.

Mas o que isso tem a ver? Na verdade nada! Tava eu aqui pensando comigo mesmo em toda gordisse que Papai do Céu me deu, concluindo pensamentos e notei que para querer estar só implicaria em vários sentidos de “solidão”.

Antes de qualquer coisa, solidão significa um sentimento no qual uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento, já dizia nossa amiga de todos os dias Wikipédia. Como vocês puderam perceber, ela se aplica em muita coisa, então eu vou tentar dialogar com aquelas que a minha mente cogitar.

Primeiro: a solidão pessoal. Eu sou um completo incentivador do existencialismo, ou seja, é nele que a gente se confronta em muita coisa independente do assunto ou abordagem. Interiorizar-se é uma ação sempre bem-vinda. Gosto de conversar com pessoas que se conhecem e que tenham palpite ou convicção sobre algo, logo posso deduzir que essas mesmas pessoas conversam consigo mesmas constantemente. A intenção é sempre levantar algo de relevante primeiramente para si. Viva o individualismo!

Durante a conversa com essa minha conhecida ela disse que adora os momentos de silêncio. O silêncio não é apenas ausência de som, é também um estado de esvaziar-se para deixar que outras atmosferas e sensações tomem conta do corpo. Somos como antenas parabólicas esperando um sinal vindo de algum lugar para espalharmos algum conteúdo, quer importante ou não, mas mesmo assim a somos.

Einstein quando concebeu a Teoria da Relatividade se isolou em seu silêncio para entrar em contato com o que o Huberto Rohden chama de Uno, ter um espírito univérsico. Ele (Einstein), não só optou pelo silêncio como também por ficar só para se encontrar e conceber uma das teorias mais inexplicáveis que se tem conhecimento. Talvez por isso muitos acreditem que a matemática é o meio mais completo para se comunicar e ter respostas exatas sobre algo divino ou semelhante.

É quando estamos sozinhos e em silêncio que muitas idéias entram em acordo, corpo e alma se tornam um só, como o profano e o divino finalmente entrando em um acordo.

Segundo: a solidão afetiva. Comecei o texto falando sobre a conversa com minha conhecida e o lance da minha irmã. Recordo-me que o assunto até mereceu uma twittada onde escrevi algo mais ou menos assim: “tava ensinando minha irmã alí a viver... coitada, namoro de 8 anos acabou... que bom né... agora ela pode acordar pra vida ^^”. Nada contra relações afetivas, mas repetindo, quem gasta seu rico tempo vindo aqui já pôde sacar que os assuntos mais criticados são relacionamentos afetivos e a vida em si.

Lembro que quando o namoro dela acabou pela primeira vez, porra eles ficaram praticamente um ano separados e o cara em cima pressionando mostrando que apesar dela não tá mais na mesma vibe que iria lutar pelo que ele chamava de “amor” (Rá! Faz-me rir! Por essas e outras que não acredito nessas coisas, e que sim, pessoas são como copos de plástico descartáveis e todas as coisas partem de meras conveniências). Minha irmã aos prantos disse: “Ele me fez amá-lo de novo, agora ele me vem com essa, simplesmente do nada?”. Vocês me entendem agora?

Nada contra o cara ou qualquer outro que faça isso, ou menos mulheres que façam isso também. Eu mesmo não sou um bem sucedido nessas coisas e prefiro que elas continuem como estão. Não por comodismo, mas porque realmente to cansado disso. Às vezes brinco dizendo que sou um moleque de 22 anos que se sente um velho de 40 na maioria das situações... Enfim, não entremos nesses méritos.

Eu como irmão mais velho e também mais fudido no assunto, fui até ela com todo o carinho e fofura do mundo para a caçulinha, e disse: “Minha filha, chora o que tu tem pra chorar, não esconde nada e manda tomar no cú quem disser que isso é besteira. Mas amanhã concentra isso tudo como combustível pra tu focar numa nova prioridade e um novo valor. Se antes a tua vida se resumia a construir algo com ele, ótimo, transfira isso tudo para si porque sempre tu tens que ser a principal.”. É, eu sou um irmão mais velho muito legal ^^!

Mas, como sempre, terminei dizendo: “Pessoas não significam nada e são um nada. Não interessa se ele teve a melhor educação do mundo e pais maravilhosos, depois de determinada idade cada um responde por si.”. Se isso é ser grosso, birrento, rude, e totalmente cético, meus caros bem-vindos ao meu estilo de vida! Sendo assim se evita muita dor de cabeça e muita coisa tosca que são sim evitáveis.

Por fim, a terceira: a solidão social. Essa é a mais breve de todas. Como? Você com certeza já escutou aquela velha frase: “Tem tanta gente e eu me sinto sozinho”. Pois é, o meio faz jus ao interior de cada um. O que está ao derredor diz respeito ao que acarretamos e temos como relevante. Sem determinismos, eu prefiro sim ficar na minha com meus headphones escutando meu sonzinho, livro na mão, papel e caneta do lado para alguma idéia eventual. Não descarto uma noitada nem amigos ou uma mulher que se interesse pelo gordinho aqui, mas evitar multidões, lugares óbvios e socializações sempre foram meu forte.

Acredito numa reciclagem constante, quem sabe a partir dela seja possível atingir aquele grau que muita gente quer o de ser diferente sem realmente ter algo de diferente. Deixar a sua marca sendo apenas o que se é sem ter que enfeitar muito. Simplicidade sempre cola mais do que muita cor e muito balangandã.
Sei lá, acho que isso. A mente cansou e pode ser que surgindo algo depois, pode dar origem a um novo post. Até esse instante, agradeço aos que tiveram saco para ler isso tudo.

Voltem sempre!

5 comentários:

Nanda Assis disse...

nossa amei cada palavra aqui, alem de uma boa reflexão vem recheada de pensamentos de sabedoria.

bjosss...


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________Te Adoro_________
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Samanta disse...

É o que falávamos outro dia: pessoas com relacionamentos longos demais sempre chegam a um momento em que é precio mudar e crescer. Não que signifique terminar, mas tudo muda com toda a razão, para que hajam novas razões de ser.

E viva a solidão necessária! Fudidos da vida de meu Deus, keep walking, keep running!

ana lú disse...

Não creio que seja uma piada sem graça contada por um serelepe. Mas uma piada mal interpretada, e aí vem a história - mal interpretada com percalços... bons, ruins ou nenhum!

Não vamos entrar nos méritos de relacionamentos acabarem, voltar e acabar de novo e se quiserem continuar com esses ciclo tóxico e vicioso. Mas acho que que pessoas calejadas, sem saco pra pisar em terras novas, medo do novo é super normal e bastante pessoal. Mas não adianta falar muito sobre isso. Razão x Amor. Quem ganha? Nenhum dos dois.
Mas você não está falando sobre isso, só que o papo sempre vai pra esses questionamentos.

Reciclagem constante sim, porque não?! Até dentro de um relacionamento isso deve rolar. Sozinho, apenas so... quaquer que seja o status (mas não vale o do orkut, ahahahah)

Massa o post.
E que sua irmã entre para o grupo, HAHAHAHA!

Dani Pedroza disse...

Meu último post foi sobre um vazio. Um vazio que muitos poderiam chamar de solidão, outros de saudade. Porque as pessoas sempre querem dar nome aos bois e se só o que conhecem são "João" e "Pedro", obviamente não chamarão boi algum de "Édipo"... rs. Enfim, vazios podem (e normalmente são) úteis, produtivos, mas não são indolores. Aí é que está, nem tudo que dói é o fim do mundo e nem todos que sentem dor estão à beira da morte. Muito pelo contrário, estão bem vivos. A dor tem muito mais a ver com a vida do que com a morte. Fugi do assunto, né? Talvez. Bjs.

Juliana disse...

nossa!! num sei escrever a sensação que estou sentindo!
uau, me identifiquei com muitas coisas...amei esse blog! referencial