quarta-feira, 12 de março de 2008

"Debandeio"-me

A madrugada do dia 11 para o dia 12 de março, foi especial.

Discorri com Deus muitas coisas. Mas péra lá. Muita gente vai dizer que isso é desespero, talvez seja, mas, indagar a Deus ou conversar com Ele. Mas pensando comigo mesmo, e digo, então para que Deus serve? Se acaso ele realmente for uma mera criação perfeita de nós meros mortais, produtos da explosão de estrelas a bilhões de anos. Não necessariamente que eu acredite nisso, estou apenas tirando onda!

Pois bem, conversei, critiquei, indaguei, chorei, expus minhas ansiedades, medos, pavores, sonhos (até mesmo aqueles mais fofos), mesmo que lá dentro de mim eu estivesse conversando com o teto (já que era para ele que estava olhando), eu sentia que algo me ouvia, em silêncio, mas ouvia, apenas queria saber de mim o que realmente sentia, se aquilo aprisionado dentro de mim e que quando dito a todo brado, fosse realmente verdadeiro, mesmo esse algo já sabendo de tudo isso.

Aí eu me derramei, falei, xinguei, me debati na cama e de contra a parede. Pedia explicações sobre o porquê de eu ser tão drástico, esquizofrênico, intenso, impulsivo e outras coisas que não convém dizer. Mas mesmo assim eu digo. Criticam-me por eu ser assim, mas, todos sentem o que eu sinto, a diferença é que eu não tenho medo de dar minha cara à tapa, se o caso for de deixar público essas “trovoadas” que acontecem no cerne da minha mente. Meu erro é guardar esperanças de quem sabe ser ouvido. Dizem que esperança é uma coisa boa, pois eu digo que não, ela tortura e prolonga o sofrimento do desejo. Uma merda digamos!

Na manhã seguinte, depois de apenas 5h de sono, acordo atordoado com o barulho de uma lixadeira elétrica (estamos em reforma aqui em casa), tomo meu café, debandei-me para o computador. Converso anedotas, volto para o meu quarto, leio algumas linhas de “101 Dias em Bagdá”, e cá estou escrevendo memórias.

A conclusão em que chego é que quanto mais ansioso, quanto mais guardo sentimentos, mais distante de um propósito eu fico. Propósito este que ainda desconheço.

Coloco meus sonhos (infantis por sinal) à prova para saber se eles me são convenientes. Mas quase nunca o são.

O que me resta é abstrair-me de mim mesmo e seguir em frente. Memórias românticas, sentimentalistas e lunáticas não me levarão a lugar algum, apenas à uma confusa interiorização quando dúvidas e mais dúvidas, desgostos e mais desgostos surgem. Tudo isso por um motivo bobo, atrasado e tosco, O AMOR!

;)

2 comentários:

Nayanna disse...

li!

Anônimo disse...

Muito individualista mesmo, vc sabe ser profundo!! Te adoro fofinhooo!!

Ass: FÊ