terça-feira, 15 de abril de 2008

Mente Vazia

Inspirado na música de um amigo meu.


Eu tive, agora perdi. Eu estava agora saí. Eu era agora não sou mais. Era pra ser, agora não mais. Eu insisti, em vão. Eu me alegrei; Pra quê? Eu investi; Pra nada. Eu me doei, e não recebi nada em troca. Eu suspiro, porém não encontro o ar.

Eu não a sinto mais, cada poro do meu corpo anseia por um contato. Mas ele não vem. Estais distante agora, não tenho mais o afago que desejava e que agora desejo. Não tenho mais o brilho e os reclames que tanto me irradiavam.

Mente vazia, oficina do diabo. Sou uma oficina do maligno que por acaso é filho do Pai da Eternidade. Paradoxo? Pode ser.

Não necessariamente que eu seja a oficina, mas também não deixo de ser.

A nostalgia preenche, o desejo cresce, a ansiedade transborda num ciclo de pessimismos machadianos encarnados.

Analogias não fazem mais sentido. As palavras não têm mais expressão. O silêncio é mais requisitado do que um ombro ou afago amigo.

Mente vazia, oficina do diabo. Se sou o diabo, porque procuro então a santidade? A chamam de conduta moral por aí, não acredito em moral, muito menos ética. Belo exemplo que sou. Por acaso me importo?

Corações acelerados. Olhos esbugalhados. Tensão em querer poder vê-la. Desespero por não poder tocá-la. Satisfação por tê-la aqui do lado.

Mente vazia, oficina do diabo. Ser macabro em busca do céu. Humano instigado a buscar companhia. Prazer eterno deixado de lado em prol de algumas poucas palavras de afeto e carinho que se dissipam com o tempo.

4 comentários:

Anônimo disse...

8:55 ... estou sem ar!
muito bom!
=]sarinha!

Lígia Carvalho disse...

O amor não pode ser algo dolorido assim :\

Boa sorte..

Bjs

camila chaves disse...

que triste e inquietante... "/

nem sabia que tu tinhas um blog, menino de cachinhos (=

Mary West disse...

Feroz! Gostei do texto, de arranhar a alma.