sexta-feira, 18 de abril de 2008

Nem tempo e Nem medo

Que tempo eu tenho se não o que me resta?
Se fosse ao céu e voltasse, não faria diferença alguma
O céu é eterno, vivo numa bola restrita ao tempo,
Que envelhece e deixa caduco.

Que jeito eu tenho se não o que me motiva a fazer?
Se fosse para fazer certas coisas já as teria feito
Se fosse para saciar a fome, comeria toda hora,
Se fosse para sorrir, procuraria um palhaço ou alguém para debochar.

O que eu tenho que nunca me passou pela mente em ter?
Se tiver tudo, logo não devo temer o futuro
Faço apenas o que tenho que fazer para ter o necessário,
Tenho apenas aquilo que me mantém vivo, extasiado, romântico.

O que seriam dos sentimentos nobres se não fossem os de má índole?
Somos putos, somos sacanas, somos cheira-cús da vida dos outros
Mesmo sem perceber masturbamo-nos mentalmente,
Buscando saciar a carência.

Deixe tudo pra lá, viva o que se tem que viver
Seja o melhor
Liberte-se daquilo que você mesmo cria, nesse subconsciente retrocesso,
Seja você mesmo não importando a situação
Ofereça sua cara tapa pelo que acha e sente, sorria, você é livre
Cague na rua, mije nos postes, roube, faça da sua vida uma aventura,
A nostalgia reprime, estagna!

O que você tem a perder?
A vida? Ela é efêmera, material, curta. E você, quem é? Eterno? Busca o eterno?
Parabéns, você acaba de ganhar na loteria. Qual eu não sei...
Não há nada para se temer,
Apenas dê-me a mão e arrisque-se junto comigo
No que de melhor temos a oferecer um ao outro.

Um comentário:

Mary West disse...

Viver viver, com o sangue correndo a toda velocidade dentro das veias, eu ando velha ultimamente, mas sei a hora exata de sacudir as coisas.