terça-feira, 5 de agosto de 2008

A chuva

Quando escurece
E o único lugar que se quer ir é uma sala iluminada
Aquela iluminação rasteira, amarelada
Quando tudo começa a escurecer.

Quando começa a chover
O desejo que se tem enquanto todos correm
É o de cair nela, e ficar lá, em pé de braços abertos
Sentindo cada gota, como se fosse o primeiro dia.

Quando começa a amanhecer
E os primeiros raios te fazem acordar com uma oração
Uma oração de tristeza e esperança
Quando tudo começa a desmoronar.

Quando o outro canto da boca cansou de tentar sorrir
O desejo que se tem é o de isolar-se
Mas você sabe que essa não é a melhor maneira
Quando tudo faz sentido, um sentido sem sentido.

Quando a agonia em querer ter de volta a paz, a alegria
Não faz mais efeito e o desespero cede
O olhos cerram, a boca treme
A ultima luz que se espera ver, é a daquela sala mal iluminada.

Pois é lá que talvez se encontre um canto aconchegante
O que sou agora não me torna um instrumento
Instrumento sem utilidade
Porque o desejo que se tem agora é de afogar tudo e cair na chuva
Abrir os braços e tentar sorrir
Mesmo que o pensamento deseje outra coisa
Mas esses pensamentos traem, julgam, oprimem
Não me importa mais apenas desejar, porque o desejo é falho
Ganancioso, humano!

Quero sair da casa mal iluminada e sair por aí, andando sem rumo
Na chuva, andar por andar
Uma mente vazia andando sob o que lhe dá prazer.

Um comentário:

Carol disse...

ficouuuu linddo marcos=DDD
adoreiii!!!!

muito massa msmm...
bjuu djj!! =P