quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A mente farta e a boca fala aquilo que o coração enfarta.

Ao som de "Meu Mundo É O Barro", "Fininho da Vida" e "Bitterusso Champagne" do O Rappa




Dizem que Deus é uma espécie de mulato, que se transformou em homem em alguma parte dos tantos séculos que nós já tivemos. A mente farta daquilo que a boca resolve falar quando o coração dissipa e enfarta.

Pois o Cristo que cada um toma, ou resolve não tomar, forma divina onipotente decidindo o que é mais viável. O correto deixou de existir a muito tempo, o viável faz aqui o seu sentido.

O coitado do amor, esse sim é crucificado a cada palavra, versos e cantigas pobres que lhes são atribuídas. Meu jogo de cintura e minha fé estão diante de mim, na tela de uma televisão, nos comerciais, nas minhas palavras que expressam coisa alguma. Crônica apenas crônicas, singular depois plural.

O homem que mais parece projeto de menino observa o Cristo que cada um é, olhando para seus umbigos, emanando falsa sabedoria, erguendo as mãos aos céus com lágrimas e suor de sangue dizendo "Pai, perdoa-os pois não sabem o que fazem!". Cada Cristo é indecente por opção.

A minha mente farta de emoções quando resolver dar razão a boca que insiste em falar as razões e sabedorias que o coração tanto possui. Resolve então dissipar antes de enfartar. Vi uma foto de duas pessoas, dois Cristos. Um branco e um moreno. Opostos em alguma coisa, coisa pequena. No entanto, apesar de ambos terem a mesma experiência desastrosa, só um deles conquistou a metanóia. Porque, se o conhecimento é para todos? Esses dois Cristos são engraçados, cheios de ritos, manias, como eles são fofos.

Criadores do universo juntamente com o mulato Deus, na Eternidade, antes deste virar mordomo dos seus vários Cristos. Meu universo, seu universo, que amo, prezo, zelo, cuido, carrego com carinho. Mas, simultaneamente tapo meus ouvidos, boca, olhos, mente e coração. Sou onipotente, onipresente e onisciente o suficiente para encarar todos os dias o rodo dissipador da vida que esmaga cabeças em busca do finado amor, isso se ele tiver um pouco de dinheiro, mimo, bem-estar para oferecer.

Um comentário:

flavita. disse...

Tudo bem, moço! Espero agradar com as coisas sem nexo que posto no meu tão humilde blog.
Gosto muito do que leio aqui, by the way. Assim que deixar a preguiça de lado, também adicionarei o teu, ok? hahaha