quarta-feira, 22 de abril de 2009

“Não temos tempo a perder...”

Os que esperam no SENHOR são como os montes de Sião, que não se abalam, mas, permanecem para sempre.”

Salmo 125:1

 

 

 

 

Não quero fazer nenhuma introdução religiosa ou de falso espiritualismo. Tampouco quero discorrer sobre crenças ou a falta delas, em outra oportunidade eu exponho algo sobre. Já tenho algumas coisas concretizadas em minha mente.

O que tento aqui passar é sobre a ansiedade, molde do caráter, aprendizado, aperfeiçoamento do dito ser, do que se quer ser ou se propõe a ser. O tempo é de imediatismo, da busca pelo conhecimento, abandonar a si mesmo e sem perceber fazer parte de uma grande comunidade invisível do desapego e cegueira humanística, intelectual. Não a intelectualidade válida, tolerante visando o bem-estar comum, mas o que se vê é uma intelectualidade cheia de taxações e cerimônias hostis.

O tempo que se instaura é o tempo da rapidez e eficiência, e eu me pergunto onde posso ter vez, no alto do fôlego dos meus 21 anos, como peregrino neste mundo. E me pergunto que chance eu tenho não só no mercado de trabalho, mas na competição interna, na competição diária com meus semelhantes, sendo estes atletas do interesse e nem se dão conta disso.

Se o que me foi ensinado foi esperar, mas pelo quê se o que eu sou é pura ânsia, o tempo me força a querer resultados imediatos, sejam nos estudos como na profissão que comecei a exercer (Jornalista-Assessor de Imprensa). Na intimidade com o meu Deus, na intimidade que permito apenas ao meu coração sentir e essa é a que preenche maior espaço e querer. Mesmo o sentimento e o querer sendo bens mutáveis, eles preenchem espaço na libido que falta explodir e no sexo que se pudesse faria a todo instante. Eu me imagino suave com movimentos lentos, recheados de leveza e excentricidade, onde só os mais excêntricos ou arrogantes podem conseguir compartilhar dessa leveza e suavidade.

O que tento falar aqui é como qualquer tentativa gera desejo e o desejo o querer, e o querer ansiedade de possuir algo. Enquanto o vazio se auto-enaltece e engrandece, sugando nossa matéria já morta a e a outra parte que aos poucos matamos.

Tudo que eu sei é que pretendo ser mais. Não para mim, não para um momento ou coisa, muito menos para alguém, ser mais apenas por ser. Ser mais interioriza a grandeza que cada um possui e “seletiviza” as atitudes, a vida em si e toda a dedicação que se põe nela seja qual for o setor que se quer cultivar com maior veemência. Até mesmo os descrentes em Deus resolvem esperar e ver o que a vida proporciona, se vêem como matéria orgânica frágil e reconhecem e desejam um calor que pudesse afogá-los por dentro.

Este é o tempo da corrida em querer resultados. Dispense os comentários óbvios sobre o que aqui se tentou expor e também sobre o que se passa, ou não, na mente de você que o lê. Dispense o que você acredita, deixe de acreditar e passe a viver! Isso, no fundo no fundo, procure apenas viver, jamais sobreviver. Isso que acontece dentro de mim e você, lá fora e dentro duma pedra é puro desespero, que tira o sono e nos força a fazer o impensável como forma de extravasar e esvaziamento. Até o momento que nem mesmo o vácuo ali existir.

É perigoso tanto desapego e indiferença, é bem possível perder-se no caminho e então se tornar um arrogante rústico e intolerante, com falsas crenças ou a falta nelas.

Eu me calo para o que vejo e sinto. Apenas vivo. Dispense os comentários óbvios.

5 comentários:

Monique Frebell disse...

"É a constante e imutável luta entre a fé e a razão. A Razão milita contra a fé, assim como a carne contra o espírito, e o bem contra o mal.
Não quero de maneira nenhuma descartar a relevância da Razão, só quero que passe a utilizar também o poder que a fé tem, com a mesma intensidade que usa a lógica do raciocínio.
Haverá situações em que só a fé trará a resposta exata para o seu problema ou conflito interior. Não se deixe dominar pelo medo de errar caminhando sob as asas da fé, ela te fará voar mais alto do que imagina, e te levará a lugares mais longes do que almeja. Não perca a chance de provar o gosto de ser livre que a fé te dá e verás o quanto distante chegarás se submetido fores à loucura do crer." (Monique Frebell - Razão X Fé)

Bju!

Nadezhda disse...

Eixste uma grande diferença entre viver, sobreviver e durar.

Acredito que estou vivendo. Mas de uma forma que eu eu acredito ser o "viver".

;)

Víctor Hugo disse...

texto muito bom, "a flor da pele"!

"viva intensamente, morra jovem e permaneça belo!"

somente viva, nao se preucupe com oq viveras somente viva!!!

abraço!

Mary West disse...

Creio que seja uma questão de momento mesmo. Tem vezes que a gente soh coloca tudo no piloto automatico e tem horas que gostamos de agir. Acho que estou misturando as duas fases

B. disse...

Quando comecei a laer o seus texto a poucos minutos atras,pensei ele deve ter feito jornalismo,escreve tão be,viciante e um pouco abixo vi que o meu pensamento estava correto.
Meu comenatrio pode parecer obrvio e desnecessarios,mais imaginei tão bem você escrevedo com toda a veêmencia passada atraves de cada palavra,é certo que os seres humanos,esquecam de viver e apenas sobrevivem,Eu ultimamente esatav assim,mais decidi viver que nem voCê!

Obrigado pelo texto,que foi tão valido pra um dia de puxoes de orelhas e perceber o que eu estava me acomadando comigo mesma!